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"Educadores, onde estarão?"




"Em que covas terão se escondido?Professores, há aos milhares, mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.


Educador, ao contrário, não é profissão, é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança. (...)


Com o advento da indústria, como poderia o artesão sobreviver? Foi transformado em operário de segunda classe até morrer de desgosto e saudade. O mesmo com os tropeiros, que dependiam das trilhas estreitas e das solidões, que morreram quando o asfalto e o automóvel chegaram. Destino igualmente triste teve o boticário, sem recursos para sobreviver num mundo de remédios prontos. Foi devorado no banquete antropofágico das multinacionais. (...)


Com o advento do utilitarismo, a pessoa passou a ser definida pela sua produção; a identidade é engolida pela função. (...)


O educador, pelo menos o ideal que minha imaginação constrói, habita um mundo em que a interioridade faz uma diferença, em que as pessoas se definem por suas visões, suas paixões, suas esperanças e seus horizontes utópicos.


O professor, ao contrário, é funcionário de um mundo dominado pelo Estado e pelas empresas. É uma entidade gerenciada, administrada

segundo a sua excelência funcional, excelência esta que é sempre julgada a partir dos interesses do sistema.


Frequentemente, o educador é um mau funcionário, porque o ritmo do mundo do educador não segue o ritmo do mundo das instituições.(...)


Talvez um professor seja um funcionário das instituições…


O educador, ao contrário, é um fundador de mundos, mediador de esperanças, pastor de projetos.


Não sei como preparar o educador. Talvez isso não seja nem necessário nem possível… É necessário acordá-lo.


E aí aprenderemos que educadores não se extinguiram como tropeiros e caixeiros."



Todo o texto acima está entre aspas por ser todo ele montado a partir de recortes dos escritos de Rubens Alves, embora represente o pensamento de inúmeros educadores e filósofos educacionais humanistas respeitados no Brasil e no mundo a décadas.


Educadores não se extinguem, como diz Rubens Alves. "É necessário acordá-los".

Então, não percamos tempo e acordemos logo o educador que existe em nós!!!

Vamos abandonar a ilusão de que não podemos fazer mais nada, de que nada é possível e encarar a realidade de que a vida só faz sentido se pudermos sonhar e lutar pelo impossível!!!


Isto é o que desejo a todos os professores neste 15 de outubro.


Rafael Jesus - Educador e professor.



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